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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Paraense é assassinada em assalto em São Paulo

Larissa Motta

A odontóloga Larissa Motta foi assassinada na noite desta quinta-feira (30), durante assalto ocorrido em São Paulo. Não há muitas informações a respeito do crime, mas houve bastante repercussão nas redes sociais.

Larissa se mudou para São Paulo em abril deste ano, e na sua página pessoal no Facebook, declarou que estava "indo atrás de um sonho que estava sendo realizado".

O namorado da odontóloga, o empresário André Franco, proprietário de uma rede de lanchonetes na capital, foi quem divulgou a notícia através de sua página pessoal.


Fenômeno no céu, a "Lua Azul" aparece nesta sexta 31


O  último dia do mês de julho terá um fenômeno no céu: a “Lua Azul”. Nesta sexta-feira (31), quando a lua aparecer no céu será a segunda lua cheia do mês de julho, fenômeno conhecido pelos astrofísicos como "Lua Azul". O satélite poderá ser visto com clareza em todo o Brasil.

Para acompanhar o fenômeno, que acontece a cada dois anos e meio, a previsão é de céu com pouca ou nenhuma nuvem em quase todos os estados do Brasil. Em algumas áreas do País, porém, a nebulosidade será grande e poderá frustrar os espectadores do fenômeno.

Em grande parte da região Norte será possível apreciar o fenômeno, especialmente no Acre e em Rondônia. O centro-norte do Amazonas, Roraima, o Amapá e o norte do Pará terão grande quantidade de nuvens e até chuva na noite desta sexta e na madrugada de sábado.

Na região Sul, uma frente fria aumentará a nebulosidade no Rio Grande do Sul, mas só há previsão de chuva para a fronteira com o Uruguai. Nas outras áreas, a noite será sem nuvens com sensação será de frio.

Já no Sudeste, praticamente todas as áreas terão pouca ou nenhuma nuvem. Algumas regiões do Espírito Santo e do nordeste de Minas Gerais terão um pouco de nuvens, mas isso não deve impedir a visualização da lua cheia. A temperatura fica amena e a sensação será de frio. Quem mora na Região Centro-Oeste terá tempo firme e céu se nuvens durante toda a noite de sexta e a madrugada deste sábado, com temperatura amena.

Exclusivo: Barata confirma ser pré-candidato a prefeito de Tucuruí no Programa Patrulhão 97 da Rádio Energia

Coronel Pedro Paulo Barata

WELLINGTON HUGLES
De Tucuruí
Foto: Wellington Hugles

No início da tarde desta sexta-feira (31), o Coronel Pedro Paulo Barata, bacharel em Assistência Social e em Direito, atualmente comandante do CPR IV, participou do quadro “Personalidade Tucuruiense”, no programa Patrulhão 97, na Rádio Energia de Tucuruí, onde na oportunidade ao ser questionado, confirmou sua pretensão de colocar seu nome a disposição da população como pré-candidato a prefeito de Tucuruí nas eleições vindouras de 2016.


Barata pessoa de grande vivência na cidade trilhou sua vida pública na PM desde 1980, e aparece como uma das possíveis soluções para colocar a cidade de Tucuruí na “rota certa”, em face ao total desgoverno e as inúmeras denúncias de malversação dos recursos públicos que culminou com procedimentos na Justiça Federal e Estadual com bloqueios dos bens do atual prefeito Sancler Ferreira e diversos secretários de governo e de empresários ligados ao seu grupo de sustentação política.

PM apreende três menores com armas em Breu Branco




WELLINGTON HUGLES
De Tucuruí
Foto: Wellington Hugles

No último dia 29 de julho, por volta das 20:30 h a viatura da PM composta pelo Cabo Vieira e os Soldados Roniery, Jêsse e Nunes, foi acionada para averiguar a presença de três homens suspeitos, que estavam em uma parada de ônibus as margens da PA 263, em Breu Branco, sudeste do estado.

Segundo os PMs, no momento da abordagens dos três suspeitos, foram encontradas duas armas, uma caseira conhecida como garrucha e um revolver calibre 38, além de uma faca.

Segundo informações prestadas pelos homens identificados como menores, sendo dois de 17 anos e um de 16 anos, estavam na espreita de ônibus ou vans para assaltaram, em função a estarem “lisos”.


Mas graça a denúncia popular e a ação rápida do 36º Destacamento de Polícia Militar comandada pelo Sargento Menersson, os adolescentes em conflito com as leis, foram apreendidos e apresentados à autoridade policial na Delegacia de Breu Branco, sendo comunicado o fato ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público para as medidas corretivas cabíveis em observância ao Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA.

Fies recebe R$ 5,1 bilhões de crédito extraordinário liberado por MP



Presidente Dilma e ministro do Planejamento liberaram R$ 9,8 bi para MEC

Decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (31)

A presidente Dilma Rousseff e o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, liberaram um crédito extraordinário de R$ 9,8 bilhões para o Ministério da Educação (MEC), de Encargos Financeiros da União e Operações Oficiais de Crédito. Do valor estabelecido, R$ 5,178 bilhões serão reservados ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). As informações foram publicadas na edição desta sexta-feira (31) do "Diário Oficial da União".

Trata-se de um crédito extraordinário por ser um valor concedido além do orçamento da Educação estipulado pelo governo federal.

Da quantia destinada ao Fies, R$ 4,2 bilhões serão utilizados para concessão de contratos do programa. Além disso, R$ 578 milhões serão usados para a administração do programa e R$ 400 milhões para integralização de cotas do Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC). Para a pós-graduação e educação superior, foram liberados R$ 35,8 milhões.

Do valor total liberado, R$ 4,6 bilhões serão utilizados pela subvenção econômica em Operações de Financiamento no âmbito do Programa de Sustentação do Investimento e do Programa Emergencial de Reconstrução de Municípios Afetados por Desastres Naturais.

Inscrições: a partir do dia 3 de agosto

As regras para a edição do segundo semestre do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que terá 61.500 vagas foram divulgadas na segunda-feira (27). As inscrições começam na próxima segunda (3) e vão até as 23h59 do dia 6. As informações foram publicadas no "Diário Oficial da União".

O MEC também divulgou na segunda, em nota, que o prazo para o aditamento de contratos já vigentes do Fies também terá início na próxima segunda (3). O prazo inclui também o aditamento de contratos que não foram renovados no primeiro semestre. "Todos os estudantes que já estão no Fies e que, por alguma razão, não realizaram o aditamento referente ao primeiro semestre de 2015 podem fazê-lo durante o período de renovação do segundo semestre, que terá início em 3 de agosto", diz o comunicado. Segundo o MEC, há menos de 100 mil pessoas nesta situação.

De acordo com o edital, as inscrições para o Fies seguirão um modelo diferente das edições anteriores. Agora, os estudantes deverão se candidatar para uma seleção por meio de um sistema semelhante ao usado no Sisutec. As inscrições serão feitas pelo site:
http://fiesselecao.mec.gov.br, que, até o início da manhã desta segunda, ainda estava fora do ar.

CRONOGRAMA DO FIES
Início das inscrições: 03 de agosto
Fim das inscrições: 06 de agosto
Única chamada: 10 de agosto
Conclusão do processo de contratação: 13 de agosto

Na nova plataforma, os estudantes precisarão se inscrever para vagas já definidas pelo próprio MEC, por meio de uma portaria publicada no início do mês que abriu o período de adesão das instituições de ensino. Eles serão selecionados com base na nota do Enem.

Segundo as novas regras, só poderão participar do processo estudantes que ainda não tenham diploma do ensino superior, que tenham feito o Enem a partir de 2010, com nota final de pelo menos 450 pontos, e que tenham renda familiar mensal bruta per capita de até 2,5 salários mínimos. Professores da rede estadual estão isentos de cumprir os três requisitos, e pessoas que tenham concluído o ensino médio antes de 2010 não precisam cumprir a exigência de ter realizado o Enem, mas devem se encaixar nos outros dois requisitos.

Veja abaixo as principais mudanças no Fies:

TAXA DE JUROS
COMO SERÁ: 6,5% ao ano
ANTERIOR: Antes, até outubro de 2006, eram de 9%. Depois, até agosto de 2009, passou a ficar entre 3,5% e 6,5%. Desde março de 2010 os juros são de 3,4% ano.

JUSTIFICATIVA: Ministérios dizem que buscam "fortalecer a sustentabilidade do programa, para que, no médio prazo, novos alunos sejam financiados pelos formados". Outra razão é corrigir distorção com o mercado de crédito.

TETO DA RENDA FAMILIAR
COMO SERÁ: Limite é a renda per capita de 2,5 salários mínimos.
ANTERIOR: Renda familiar bruta de 20 salários mínimos.

JUSTIFICATIVA: "O Fies é para os estudantes que são mais pobres e precisam de financiamento. Não é mais (a família com renda de) até R$ 15 mil que tem direito ao Fies, são valores mais baixos, mas que ainda atingem muitas pessoas", afirmou o ministro da Educação. O governo diz que 90% das famílias brasileiras estão no novo limite de renda.

PRIORIDADES PARA CURSOS DE TRÊS ÁREAS
COMO SERÁ: As áreas de engenharias, formação de professores (licenciaturas, pedagogia ou normal superior) e saúde serão prioritárias.
ANTERIOR: Não havia definição de critério.

JUSTIFICATIVA: Cursos são considerados estratégicos para o desenvolvimento do país ou para atendimento de demandas sociais. Alunos de outros cursos continuarão a ser atendidos.

CURSOS COM NOTAS ALTAS TERÃO PRIORIDADE
COMO SERÁ: Foco serão os cursos com notas 5 e 4 no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES).
ANTERIOR: MEC exigia avaliação positiva no Sinaes. No primeiro semestre, passou a adotar o critério e cursos com nota 4 ou 5 somaram 52% dos financiamentos.

JUSTIFICATIVA: Ministério diz que cursos com nota três no Sinaes ainda serão financiados, mas em patamares menores do que os das áreas consideradas prioritárias.

PRIORIDADE PARA TRÊS REGIÕES DO BRASIL
COMO SERÁ: Será priorizado o atendimento de alunos matriculados em cursos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste (excluindo Distrito Federal).
ANTERIOR: Não havia recorte de prioridade para regiões ou estados. E 60% dos contratos eram com estudantes de estados do Sul, do Sudeste ou Distrito Federal.

JUSTIFICATIVA: Ministério diz que decisão se soma a "outras várias políticas sociais federais que buscam corrigir as desigualdades regionais". Alunos de outros estados continuarão a ser atendidos, mas em patamares menores do que os das áreas consideradas prioritárias.

VALIDADE DAS MUDANÇAS
COMO SERÁ: Mudanças só valerão para os próximos contratos.

JUSTIFICATIVA: "Você não pode mudar um contrato por vontade unilateral. O governo firmou um contrato com milhões de estudantes com determinadas regras e essas regras serão mantidas e respeitadas", disse o ministro Renato Janine Ribeiro.

NOTAS MÍNIMAS NO ENEM
COMO SERÁ: Alunos precisam de 450 pontos na média do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) e nota diferente de zero na redação.
ANTERIOR: A mudança passou a valer para contratos firmados neste ano. Antes, só era preciso ter prestado o exame.

JUSTIFICATIVA: A iniciativa busca aumentar o nível dos profissionais formados com apoio do financiamento público, de acordo com o governo.

UNIVERSIDADES DARÃO DESCONTO EM MENSALIDADES
COMO SERÁ: Instituições participantes vão oferecer um desconto de 5% sobre a mensalidade para os estudantes com contrato do Fies.
ANTERIOR: Estudante pagava a mensalidade mais barata cobrada na instituição pelo curso.

JUSTIFICATIVA: "O governo é um grande comprador de cursos pelo Fies. Ao ser um grande comprador ele deve se beneficiar de descontos que são dados de modo geral quando você compra em grandes quantidades. Calculando 5%, quer dizer que três mil vagas das 61,5 mil são geradas por essa nova economia", afirmou o ministro.

PRAZO PARA PAGAMENTO
COMO SERÁ: Três vezes a duração do curso
ANTERIOR: Até 2010, era de duas vezes a duração.

CRITÉRIOS DE DESEMPATE
COMO SERÁ: I - maior nota na redação; II - maior nota na prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; III - maior nota na prova de Matemática e suas Tecnologias; IV - maior nota na prova de Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e V - maior nota na prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias.

ANTERIOR: A mudança passou a valer para contratos firmados neste ano. Antes, só era preciso ter prestado o exame.

Paraenses são mortos a tiros e carbonizados em Santa Catarina

Os corpos dos paraenses Alissom de Lima Barbosa (esquerda) e Arlei Raoni Costa Silva (direita) foram encontrados na praia do Moçambique (SC)

Dois paraenses foram mortos a tiros e tiveram os corpos carbonizados na praia de Moçambique, em Florianópolis (SC).
Eles foram encontrados por moradores da praia na última sexta-feira (24).

Os dois jovens foram identificados como Alissom de Lima Barbosa, 22 anos e Arlei Raoni Costa Silva, 22 anos.
Eles eram primos e nascidos no município de Castanhal, nordeste do Estado.

Os dois moravam em uma casa ao norte de Florianópolis e não teriam parentes no local. De acordo com  a perícia do IML, um deles foi morto com sete tiros e o outro com cinco. 

Segundo a polícia de Santa Catarina, uma das principais linhas de investigação é que eles tenham sido retirados da casa onde moravam com as mãos amarradas e levados até o local da execução.

PRE apreende espingardas na PA-150, em Tailândia


WELLINGTON HUGLES 
De Tucuruí
Foto: Divulgação/PRE

Três espingardas sem numeração aparente foram apreendidas na noite desta quinta-feira (30), em Tailândia, no nordeste do estado.

Segundo a Polícia Rodoviária Estadual (PRE) ninguém foi preso. O material foi apresentado no Departamento de Polícia Legislativa (Depol) do município.

O caso foi registrado por volta das 19h, quando pessoas comunicaram a PRE sobre uma movimentação suspeita na PA-150, próximo à entrada de um ramal.

Ao verificar a denúncia, a PRE constatou duas pessoas fugindo de moto, as outras entraram em um matagal e conseguiram escapar.


No local denunciado foram encontradas dentro de um saco quatro espingardas sem numeração e marca aparentes, além de três cartuchos calibre 32 e um cartucho calibre 20.

Exclusivo: Ensecadeira do vertedouro da Usina de Belo Monte aberto no Rio Xingu em Altamira







No final da tarde desta quinta-feira (30), iniciou à vazão da ensecadeira da montante do Sítio Pimental no Rio Xingu pelo vertedouro da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira, região sudoeste do Pará, onde está sendo garantindo o cronograma da obra, com o desenvolvimento da região, que será mais um polo de geração de energia sustentável para o Pará e o Brasil.

A construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no rio Xingu (PA), está alavancando atualmente o maior êxodo migratório dos últimos anos.

São milhares de pessoas que rumaram para Altamira, cidade localizada a 800 quilômetros ao Sul de Belém.

Só de operários a obra atinja no auge mais de 28 mil trabalhadores – cinco mil além da previsão original.


Esse exército de trabalhadores é distribuído por quatro grandes canteiros de obras – Pimental (onde será construída a barragem principal e uma casa de força auxiliar com 233,1 MW), Canais (onde estão os homens que cortarão a selva para a construção de um canal que drenará as águas do Xingu para dentro da Volta Grande), Diques (parede que irá segurar a água do lago que se formará na Volta Grande) e, finalmente, Belo Monte (área onde será construída a casa de força principal onde estarão os 11.000 MW em turbinas).

Além das mudanças geográficas e a nova perspectiva para a exploração econômica de recursos naturais em larga escala nessa região amazônica, Belo Monte representa a mudança definitiva para uma região que convive ainda hoje sob carências de infraestrutura básica e um ambiente de violência, gerado pela ocupação irregular do território, a grilagem de terras e a exploração ilegal da madeira.

A expectativa é que Belo Monte altere para sempre a vida de Altamira e de todas as cidades da região, como Vitória do Xingu, Senador José Porfírio, Anapu, entre outros municípios. A previsão é que 20 mil famílias sejam retiradas de suas propriedades e realocadas em algum ponto da região dando espaço para Belo Monte.

A demora para essa solução tem criado incertezas para centenas de famílias que não sabem o que pode ocorrer no futuro de uma região com grande fluxo migratório.

Em Altamira, cidade polo regional, a população dobrou nos anos da construção, de 100 mil para 200 mil habitantes.

Parte dessa gente chegou para tentar aproveitar as oportunidades econômicas que o projeto, cujo custo deverá ultrapassar R$ 30 bilhões, esta gerando.

História do projeto - Idealizado ainda no governo militar, em 1975, o projeto do complexo Kararaô (o primeiro nome de Belo Monte) tinha dimensões ainda mais superlativas em relação o atual.

Na ocasião, a Ditadura Militar imaginou uma obra com seis barragens entre os rios Xingu e Iriri, configuração que não poupava sequer o Parque Nacional do Xingu.

O parque foi criado pelo efêmero governo de Jânio Quadros e representou uma conquista dos Irmãos Villas Boas, resultado concreto da chamada Expedição Roncador, uma missão que tinha o propósito de interiorização do Brasil e que foi criada em 1943 pelo governo de Getúlio Vargas.

O propósito de tomar uma parte do Parque Nacional do Xingu, onde vivem comunidades indígenas – entre os quais o líder indígena Raoni, um dos maiores combatentes do projeto Belo Monte –, criou um movimento contrário ao aproveitamento hidrelétrico do caudaloso rio, um dos principais afluentes do Rio Amazonas.

O projeto dos militares previa a construção de um complexo hidrelétrico com capacidade instalada de 20.000 MW (maior do que a Usina Hidrelétrica de Itaipu) e o alagamento de um território de 18.000 quilômetros quadrados, uma área 12 vezes maior do que a cidade de São Paulo.

As implicações socioambientais da obra, associada a grande dificuldade econômica brasileira entre as décadas de 1980 e 1990, transformaram a obra numa sombra para os povos da região, mas que, até então, jamais havia se concretizado efetivamente.

Somente depois do racionamento de energia que o Brasil foi obrigado a adotar em 2001, o projeto Belo Monte ressurgiu como uma necessidade do país. Não sem revisões.

O Brasil pós-Rio92 e pós-lei de crimes ambientais (1998) adotou critério mais postura mais restritos em relação aos grandes projetos de infraestrutura que haviam sido construídos no país outrora, como a Hidrelétrica de Itaipu, de Balbina, de Tucuruí, ou mesmo a longa e polêmica Rodovia Transamazônica.

A necessidade de expansão da geração hidrelétrica fez a União, a partir do governo Lula, considerar a hipótese de reduzir o projeto de Belo Monte. Foi a concessão que o governo aceitou dar em troca do avanço do setor elétrico sobre os imensos rios em toda a região amazônica. É nos largos rios amazônicos a última grande reserva brasileira para produção de energia com o uso da força da água. De todo o potencial hidrelétrica ainda existente no país, cerca de 70% está lá.

A primeira providência com Belo Monte foi redimensioná-lo. Depois de inúmeras discussões, o governo federal chegou a uma versão, em 2009, que previa a construção de apenas de uma usina: Belo Monte. O Conselho Nacional de Política Energética, a instância máxima da autoridade do setor elétrico brasileiro, emitiu resolução dizendo que apenas uma usina no rio Xingu será construída.

O governo afirma que esse é o maior compromisso com os povos amazônicos e a prova que o Xingu abrigará apenas uma usina. Os críticos afirmam que a crise energética pode levar qualquer governo no futuro a derrubar essa resolução e abrir espaço para outras barragens rio acima.

Polêmica à parte, o projeto único foi apresentado em quatro audiências públicas realizadas pelo Ibama naquele ano de 2009, entre as quais a audiência realizada em Altamira, a maior já organizada para a discussão socioambiental de um empreendimento no Brasil.

O projeto prevê a construção de uma usina com capacidade instalada total de 11.233,1 MW e o alagamento de uma área de pouco maior de 500 quilômetros quadrados. O plano de alagar terras indígenas foi abandonado, mas para isso, a obra provocará uma profunda mudança na geógrafa da região da Volta Grande do Xingu.

Uma barragem está sendo erguida no leito do rio, na região da Ilha Pimental. Essa parede permitirá que um canal seja construído a montante e drene grandes volumes de água para a Volta Grande, onde será construído um imenso lago com cerca de 60 quilômetros de extensão.

Antes de a água ser devolvida ao Xingu, ela deverá impulsionar as turbinas da casa de força principal, em Belo Monte, às margens da Rodovia Transamazônica. É lá, às margens da Transamazônica, que as águas desviadas do Xingu voltam ao leito original do rio.

Esse atalho em construção na região deve reduzir drasticamente o volume de água que corre no leito rochoso e exuberante da Volta Grande. Com isso, boa parte do rio na região deixará de ser navegável, o que deve comprometer a mobilidade de ribeirinhos e de indígenas que moram na região e dependem do transporte em pequenas embarcações para alcançar a cidade de Altamira.

A expansão econômica do Brasil depende da energia do rio Xingu, mas o desenvolvimento que aporta na região, como reveladas tem seu preço.
A Amazônia vive um novo ciclo em sua história, talvez um ciclo que a mude para sempre.


quarta-feira, 22 de julho de 2015

Daqui a pouco matéria completa da dupla condenação de um parlamentar do entorno do Lago de Tucuruí!!!!!!!

Daqui a pouco matéria completa da dupla condenação de um parlamentar do entorno do Lago de Tucuruí!!!!!!!

Estamos finalizando com todas as informações necessárias para levar com êxito  a notícia aos nossos leitores.