quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Carnaré 2013: Comitê Financeiro apresenta prestação de contas a Promotora do MP, mas não convence denunciantes










WELLINGTON HUGLES

De Tucuruí
Foto: Wellington Hugles
Dando continuidade a saga Carnaré 2013, novo capítulo do caso, foi registrado na última segunda-feira 5, onde a Prefeitura de Tucuruí através do Diretor de Cultura Jean Guedes Ribeiro e o assessor jurídico da prefeitura, o advogado Aldo Cezar Silva Dias, acompanharam o presidente da Liblotuc Aroldo Carvalho, que realizaram a entrega nas mãos da Promotora de Justiça Ely Soraia Silva Cezar, cópia da prestação de contas integral do Carnaré 2013 totalizando R$ 435.710,00, juntamente com cópia do Convênio celebrado entre Prefeitura e Liblotuc no valor de R$ 150 mil.

Em várias oportunidades, houve momentos de tensão e muitas acusações foram dispensadas de ambas as partes, a promotora teve que em varias momentos, pedir calma, haja vista, os ânimos estarem exaltados das pessoas que estavam presentes a reunião.

Durante a reunião foi esclarecido pelo Diretor de Cultura Jean Guedes Ribeiro  que comandava o Comitê Financeiro, ou seja, ela estava responsável pela venda de abadás, movimentação do dinheiro, pagamentos e também está solidária à prestação de contas.

O diretor de Cultura Jean Guedes Ribeiro, neste ato, restringiu-se a esclarecer o que já esta explicitada na prestação de contas, “tudo que foi arrecadado e por mim gasto contas descriminado”, inclusive, aproveitou a oportunidade para denunciar que os 17 blocos que receberam os repasses da venda dos abadás no valor de R$ 5.348,24, fizeram de forma ilegal, segundo ele, os blocos não são entidades formadas legalmente, sem terem Cnpj, quem pega a “grana” são pessoas físicas, e, segundo ele após apresentar o  Estatuto da Liblotuc, que estava em seu poder, mesmo ele não sendo diretor da entidade, no documento relata que a entidade Liblotuc, é sem fins lucrativos, e Jean pediu a promotoria que solicitasse a devolução do dinheiro recebido de forma irregular pelos blocos, e que sejam transformados em doações através de cestas básicas para a população.

O responsável pelo bloco Pipeline, esclareceu que se houve irregularidade, foi por parte da Liblotuc, ela é quem tem que devolver o dinheiro ou pagar cestas básicas, quem repassou o dinheiro aos blocos foi o presidente da Liblotuc se foi de forma irregular é ele o culpado, haja vista, ele como presidente ser conhecedor do estatuto, e segundo a informação deste “rapazinho”, de que os blocos não teriam direito, então, “se a entidade é sem fins lucrativos, não poderia estar recebendo e assinado convênio para pegar dinheiro público”.

Na contra mão, o responsável pelo Bloco Pipeline Expedito Evangelista, reafirmou que houve  “marmelada”, no manuseio das verbas arrecadadas pela venda dos abadás que ultrapassam R$ 400 mil, e até o momento Jean não explicou onde foram parar os mais de 1.000 abadás supostamente doados, “se é para ter malversação pelo grupo que aqui veio tentar nos “calar e ludibriar”, segundo eles através deste tal de “Comitê Financeiro”, até com assessoria de advogado para prestar contas do que e nosso, então e melhor acabar com o Carnaré, e o prefeito Sancler durante o resto dos três últimos anos de seu “desgoverno”, entregar para este “comitê” anualmente os repasses da PMT para eles novamente se locupletarem”.

Para Fábio Nascimento que no ato representava a Conam, a Prefeitura de Tucuruí através de seus coordenadores, deveria passar a respeitar as pessoas que estavam na reunião, “agora imagine a postura da prefeitura, de ofender os representantes da população, isso e um absurdo”, segundo Fábio, “realmente como foi feitas estas contas pelo tal Comitê e impossível ser compreendida pelos simples leigos, haja vista, a disparidade dos valores que beneficiam diretamente os envolvidos no descalabro que foi o custeio do Carnaré”.

Jean Ribeiro afirmou, que todos os valores arrecadados foram destinados para o pagamento dos credores, “diferente dos demais anos, que teve a frente Ademildo Alves de Medeiros, que deixou dívidas acumuladas para a Liblotuc”. 

Segundo informações, neste ano de 2013, ainda estão pendentes de pagamentos os blocos Minhocão, Xambira, Paquera e parcialmente os blocos: Me Leva, É o Bico e Família Buscapé, tudo em função do “calote” que os patrocinadores AMBEV – Skol e a empresa de ônibus Viação Tucuruí, que tiveram suas logomarcas vinculadas nos 9.500 unidades de abadás, haja vista, passado quase 30 dias após o evento efetivamente não foram realizados os pagamentos de R$ 10 mil cada uma empresa, afirmou.

Esteve presentes a reunião no prédio da Promotoria de Justiça do Ministério Público do Estado do Pará em Tucuruí, os senhores: Expedito Evangelista, Die Kleine Sacramento e Fábio Nascimento que realizaram em outras oportunidades denuncia com referência a falta de transparência do manuseio dos recursos repassados e arrecadados no Carnaré, Jean Guedes Ribeiro pelo Comitê Financeiro respondendo pela Prefeitura de Tucuruí, e que atuaram como os ordenadores das despesas e pela Liblotuc o presidente Aroldo Carvalho, acompanhou o ato da entrega de documentação da prestação de contas o vereador Cleuton Marques, que inclusive teve seu nome envolvido em suposto recebimento de doações de abadás, fato que foi esclarecido por Jean, qiue afirmou ter entregou ao vereador “Dodô” uma grande parte dos abadás que seriam destinados aos vereadores.

Ao final da reunião, a Promotora de Justiça Ely Soraia Silva Cezar, ressaltou que fará a análise e a fiscalização na prestação de contas apresentada pelos membros do Comitê Financeiro, apenas do emprego dos recursos que foram subsidiados pela Prefeitura de Tucuruí nos valores de R$ 150 mil, e que, os valores excedentes dos recursos questionados pelos denunciantes, em função de se tratar de interesse privado de cada um que se sentir lesado, deverá procurar seus direitos através de ações judiciais.

A promotora esclareceu que após o período de análise, convocará nova reunião para informar o resultado da análise.

Segundo informações, o presidente da Lblotuc foi novamente convidado para estar na presença da Promotora de Justiça Ely Soraia Silva Cezar, para esclarecer algumas dúvidas dentro da prestação de contas, mas, segundo afirmativas da promotora ao final da reunião, sabemos que será impossível sua análise, para tentar observar onde foram destinados os R$ 150 mil repassados pela Prefeitura, haja vista, a prestação de contas ter sido feita de forma geral, e não foi especificado onde foi disponibilizado o valor de R$ 150 mil subsidiado pela PMT, ficando impossível, que o MP possa exaurir qualquer parecer da fiel utilização dos recursos públicos no Carnaré.

Infelizmente a pergunta que “não quer se calar”, realmente muitos documentos foram entregues ao MP na prestação de contas, mas, para quem foram entregues, e para que órgãos foram destinados os abadás que segundo Jean Guedes foram doados num total de mais de 1.000 mil abadás.

Como forma de esclarecimento, a Promotora de Justiça Ely Soraia Silva Cezar, afirmou ter recebido 3 abadás e não 4, conforme descriminado em uma listagem de doações feitas pelo Comitê, inclusive, entregues a ela pelo presidente da Liblotuc, e no momento da reunião apresentou os três abadás que não foram utilizados, e que ficaram em seu armário dentro do prédio do MP.


2 comentários:

  1. esse nova kkkkkkkkkkkkkkk demorou tanto por que para prestar contas? justiça tem que puni esses caras

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  2. Besta é quem vai e ainda compra abadá, enriquecendo esses “caras“.

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