quinta-feira, 11 de julho de 2013

Carnaré 2013 a festa que o povo paga em dobro


Jean Guedes Ribeiro que responde pela diretoria do Departamento de Cultura terá até o dia 24 para prestar contas  dos recursos do Carnaré
Acordo imposto pelo prefeito Sancler Ferreira através de Jean Ribeiro a Liblotuc e os blocos filiados
Planilha de custo da Liblotuc

Planinha aprovada pelo prefeito Sancler e seu diretor de cultura Jean Guedes e comunicada aos dirigentes dos blocos

Diretrizes aprovada pelo Ministério Público ao ser acionado com denuncias de malversação de recursos do Carnaré
WELLINGTON HUGLES
De Tucuruí
Foto: Wellington Hugles
Nos últimos dias o assunto de pauta na cidade e a realização do Carnaré 2013, que terá início nesta sexta-feira 12, e se estenderá até domingo 14.
Uma festa que antes tinha maior embasamento de uma festa popular, onde os 17 blocos filiados a Liga de Blocos de Tucuruí- Liblotuc disputavam entre si, para mostrar a liderança e qual o bloco que levaria o maior número de brincantes na micareta fora de época no período de férias.
Hoje, a situação da maioria dos blocos e de grande insatisfação, haja vista, a entidade representante da classe, não ter autonomia, em função, de que o prefeito municipal Sancler Ferreira, conseguiu novamente, acabar com a hegemonia da entidade de classe, e colocou como coordenador do Carnaré, o funcionário efetivo da prefeitura de Tucuruí Jean Guedes Ribeiro, que responde pela diretoria do Departamento de Cultura, e através da ordem do prefeito, determinou que os 17 blocos recebessem apenas o quantitativo de 500 abadás cada um, que o valor de cada abadá seria de R$ 40,00 e que apenas o Departamento de Cultura seria o responsável pela venda dos abadás.
Ou seja, apenas 8.500 abadás serão oferecidos à população que estará prestigiando esta micareta em Tucuruí.
Outra polêmica que se formou, foi em função a realização de uma reunião de coordenação da Liblotuc, onde o diretor Jean Ribeiro, levou o ultimato do prefeito Sancler Ferreira, que se os blocos não aceitassem a proposta do governo e a planilha de custos apresentada por Jean Ribeiro, o Carnaré não teria o apoio da prefeitura.
Mas, a polêmica tomou corpo em função da apresentação da planilha de custos proposta pela direção da Liblotuc e seus afiliados, onde o seu valor global para custear o evento totalizava R$ 283.140,00. Destes recursos, a prefeitura de Tucuruí entraria com uma contra partida de R$ 150 mil, custeando uma parte do evento e a aquisição dos abadás, e com isso, toda a mídia seria direcionada para a gestão do atual prefeito Sancler Ferreira.
A distribuidora de bebidas que terá o direito da exclusividade da comercialização das bebidas entraria com o valor de R$ 10 mil e a empresa Viação Tucuruí daria o apoio financeiro de R$ 10 mil pela mídia nos abadás.
Os blocos em sua totalidade, após a venda dos abadás, entrariam com o valor R$ 80.140,00 para complementar o restante das despesas do evento.
Na descriminação da planilha de custo da Liblotuc, observa-se que no dia 12 de julho entraria em cena a Banda Parangolé, que receberia pela apresentação R$ 110 mil, no dia 13 de julho a Banda Mizerê faria a festa e receberia por isso R$ 15 mil e no dia 14 de julho, no encerramento do evento a Fabricia e Banda que receberia R$ 20 mil.
Os dois trios elétricos, custariam o valor de R$ 50 mil, a contratação de 100 seguranças totalizava R$ 12 mil, hospedagem para as três bandas R$ 6 mil, combustível para atender ao evento R$ 5.140,00, locação de banheiros químicos R$ 4.800,00, alimentação dos integrantes das três bandas R$ 5.700,00, alimentação dos responsáveis pelos trios R$ 4.500,00, estrutura das escadarias isolando uma área de 600 metros R$ 15 mil, iluminação durante os três dias de evento R$ 6 mil, camarim para as três bandas R$ 4 mil, instalação de link R$ 5 mil, pagamento para as Bandas locais que ficarão na concentração R$ 10 mil e mais R$ 10 mil para as prováveis despesas diversas.
Na proposta apresentada por Jean Guedes Ribeiro que também e o proprietário da Banda Lamazon, segundo ele aprovada pelo prefeito Sancler Ferreira, o valor total do custeio do Carnaré 2013 e de R$ 450.704,00, ou seja, uma diferença maior de R$ 167.564,00 em comparação a apresentada pela Liblotuc que foi de R$ 283.140,00.
Observando a descriminação dos gastos e comparando a planilha anterior da Liblotuc, e fácil detectar o seguinte: as contratações das bandas estão com os valores superfaturados, só não se sabe para onde será destinado o valor que seria de R$ 55 mil para a banda Araketu com Tatau, e que com a desistência foi contratada a Banda Mizerê por apenas R$ 15 mil, só nos valores das bandas uma diferença de R$ 45 mil comparados à planilha da Liblotuc.
Os valores destinados aos trios elétricos, da equipe de segurança, banheiros químicos, combustível, camarim, iluminação, estrutura de isolamento, alimentação são os únicos que não se observou uma disparidade.
Mas em contra partida a contratação de minidoor por R$ 2 mil, que não foram confeccionados, inclusive, a despesa de R$ 15 mil com mídia em rádios em diversos municípios do estado, principalmente de Marabá, que ninguém nunca ouviu, mas que faz parte das despesas.
O que causa estranheza são os valores dos contratos das Bandas locais que seria R$ 10 mil nos três dias, e passou para R$ 12 mil, o que é estranho, é o porquê do diretor de cultura, que também e o proprietário da Banda Lamazon execute os contratos.
O que não esta entrando na cabeça dos dirigentes dos blocos, além das diferenças acintosas em valores aqui apresentados pelo diretor e funcionário público de Tucuruí Jean Ribeiro, e o valor de R$ 29.762,00 de impostos e taxas a serem recolhidos, em um universo de R$ 300 mil que seria os valores recolhidos, aferindo a alíquota do ISS de 5%, seriam pagos se isso fosse o caso o valor de R$ 15 mil.
Na planilha apresentada pelo prefeito Sancler Ferreira através do seu diretor Jean Ribeiro, a prefeitura vai custear o valore de R$ 150 mil, ou seja, ela vai comprar e pagar todos os 8 mil abadás e custear o valor de R$ 110 mil da Banda Parangolé.
Reunião – Após a polêmica a prefeitura recuou e abriu a guarda aos 16 blocos, que vão as ruas para o Carnaré, haja vista, um dos blocos esta punido.
Cada abadá que foi custeado pelos recursos públicos dos cofres da prefeitura de Tucuruí e custou R$ 5,00 para sua confecção, serão vendidos por R$ 40,00 pela Liblotuc totalizando R$ 320 mil, deste valor a Liblotuc vai receber das mãos do diretor de cultura Jean Ribeiro o valor de R$ 160 mil para dividir aos 16 blocos, cabendo a cada um R$ 7.500,00, os outros R$ 160 mil seria para custear o evento.
MP – Após denuncias de entidades de classe de Tucuruí, Jean Guedes Ribeiro diretor de Cultura da Prefeitura foi acionado para esclarecer as inúmeras diferenças nas planilhas de custo, sendo acompanhado pelo presidente da Liblotuc.
Na audiência, os dirigentes ficaram responsáveis de prestar contas de todos os recursos do Carnaré até o dia 24, com pena de desobediência a autoridade.
Um dos questionamentos não esclarecidos foi os patrocinadores que vieram com suas logomarcas nos abadás, cinco foram às empresas patrocinadoras dos abadás, ou seja, em uma média de R$ 10 mil pagos pela Viação Tucuruí, só os patrocinadores dos abadás pagaram sua confecção que foi R$ 40 mil, ainda sobrando R$ 10 mil.
Esperamos que o Ministério Público estejam fiscalizadores com este evento, que faz parte do calendário de eventos da cidade e anualmente toda a sua estrutura e contratada nas vésperas do evento, para com isso, não haja a transparência, com contratos sem licitações ou concorrência.
Este ano diretamente será gastos quase meio milhão de reais, e se não houver transparência, alguém pode estar sendo beneficiando diretamente, e a população vai continuar pagando os impostos ao município, e o circulo vicioso continua, a prefeitura patrocina o evento, e o povo tendo que pagar de novo com a compra dos abadás. 


8 comentários:

  1. se a viação deu dez mil de patrocinio...
    quanto que deu o vereador dawyson deu de patrocinio ?

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  2. Enquanto isso, as Unidades de Saúde funcionam precariamente, falta até o básico, como material para curativo. Não entendo porque a PMT tem que patrocinar o evento.
    7.500 abadás x R$ 40,00 = R$ 300.000,00 e mais o patrocínio de empresas privadas, não daria para bancar o evento? Já que esse evento está sendo pago com o dinheiro público, ou seja, o nosso dinheiro, porque pagar o abadá? isso quer dizer que estamos pagando duas vezes o mesmo produto.

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  3. Faltou comentar o valor da alimentação. Não sei se li direito, mas serão 5.700 reais para três dias? Ou há um erro de digitação ou a roubalheira é descarada, sem vergonha, um tapa na cara da sociedade trabalhadora que tem que alimentar políticos vagabundos e fanfarreiros quadrúpedes.

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  4. Vocês estão esquecendo de falar do evento da festa santa (que e festa das igrejas evangélica)que antecede o carnaré.Neste evento eles também usam abadás.Cabe vocês fiscalizarem também.

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    1. meu querido fiscalizar o que? pra festa santa a única coisa que foi doado pra gente foi o trio e nada mais...

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  5. rsrsrsrsrsrsrsrsrs......kkkkkkkkkkkkkk

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  6. É verdade enquanto a PMT gasta uma fortuna em carnaré a sociedade tucuruiense pernoita em filas de posto de saúde para no outro dia receber um não. por falta de remédios e médicos nos postos de saúde do município, mais pro carnaré os gestor municipal sabe como empregar o dinheiro publico, e até mesmo desmontando semáforos das ruas para os trius passar e não colocam mais nos lugares como esta até hoje em diversas ruas de Tucuruí, que vergonha senhor prefeito. Mais lembre se que não a bem que nunca acabem e nem mau que durem pra sempre,

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